BOMBA NA UNEAL

Hoje, mais precisamente às 14 horas no prédio da Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL, membros da referida universidade, mas precisamente, uma equipe responsável pelas finanças, vinda de Arapiraca, jogou uma bomba que há tempos devia ter estourado por aqui.

Esta bomba caiu justamente no colo dos professores do Município de União dos Palmares, que ficaram perplexos ao saberem que a Prefeitura através da Secretaria de Educação não paga à UNEAL a exatos 5 meses, referente ao Programa de Graduação de Professores - PGP.

Os professores têm descontado todo o mês R$ 84,00 e não vem sendo repassado, sendo União dos Palmares a única prefeitura em débito com a Instituição. Haja vista, que os outros municípios vizinhos estão em dia, assim como os alunos destes não pagam e têm transporte gratuito para virem estudar aqui em União. Este episódio também lembra estudantes que se locomovem para Maceió e não recebem incentivo nenhum do Município.


Nesta segunda-feira 22/09/2008, uma comissão de alunos estará na Secretaria de Educação do município para cobrar uma solução.

Então pergunta-se: é pra isso que temos que deixar o homem trabalhar?

O gato miou pela cidade hoje o dia todo, mas quem engoliu uma bola envenenada foram os professores que estudam no PGP da UNEAL, que ficaram revoltados com tamanho descaso.


E onde está o dinheiro destes meses que descontaram? Com a palavra o AMIGO Prefeito.

A Saída

Gostaria de realizar neste processo eleitoral aqui no nosso blog uma discussão sobre o voto, já que os comentários sobre a forma de espressá-lo estão bombando.
Aqui fica a Enquete, através de comentários nós defendermos aquilo que achamos o melhor, com justicicativa.

O voto em candidatos
O voto em branco
O voto nulo.

Acredito que será um bom exercício.

Vamos às defesas.


Sérgio Rogério - ACORDA UNIÃO

E AGORA É CREEEEEEEEEEEU!

Estamos no período eleitoral, que elegerá prefeito e vereadores. Todos os artifícios para expor o projeto das candidaturas ao eleitor são usados pelos Marqueteiros de plantão, todo artifício possível (cartaz, folder, pinturas em paredes, adesivos de todas as cores e tamanhos, comícios, programa de rádio e por aí vai). Também muito usado, e um saco pra maioria dos eleitores, é o Jingle. O que é? A peste da música da campanha do candidato.
As propostas dos candidatos para governar União dos Palmares, é o que o povo desta cidade quer ouvir, propostas que tragam soluções para resolver os problemas de Saúde, como do HSVP, que em péssimas condições, foi devolvido pelo Grupo JL, por que perdeu a eleição; Educação, temos escola funcionando sem estrutura, ou que, após sua construção ameaça desabar; ruas sujas e sem Saneamento, como o Loteamento Santa Maria Madalena e o tradicionalmente conhecido, Terrenos, Abolição, Santa Fé, Multirão (...). Ao contrário só ouvimos nos palanques ofensas entre as candidaturas do “Amigo” e do “Dr.”. Além da baixaria dos comícios e dos programas de rádio, somos obrigados agora, a escutar uma paródia desgraçada do tal CREEEEEEEEEEEEU. Uma afronta à inteligência humana, esta maldita coisa (“música”), tomou conta do país, imposto goela baixo, pela mídia nacional e agora está na campanha de União.
Vejam até que ponto chega a criatividade daqueles que querem governar União. Além de espírito de defunto que baixa e escreve carta para pedir voto para candidato, tem uma música burra, achando que o povo é burro.

ACORDA UNIÃO!!! Voto não tem preço tem conseqüências. São quatro anos amargando o erro.
Márcio Ferreira
Biblioteconomia - UFAL

E AGORA, (E)LEITOR? OU AS DESAVENTURAS DE UMA CRÔNICA PARTIDÁRIA

Três portas surgiram para que você e eu abríssemos nessa eleição. Uma delas pode guardar um futuro brilhante para União dos Palmares, as outras podem liberar um armagedom sobre nossa cidade. E agora, (e)leitor? É preciso pensar bem, pois são necessários quatro anos para tentar corrigir um erro eleitoral.

Porta Nº. 1: Um secretário de educação que vem sustentando sua campanha em cima da imagem de um defunto que pouca coisa fez e muita esmola deu ao povo, o discurso condolente vem conquistando os emotivos e os que não sabem diferenciar homenagem aos mortos de encenação abusiva para marketing próprio. Contudo, sejamos justos, Sua Excelência praticou ações memoráveis: construiu, em um conjunto residencial pobre, uma escola de aparência estonteante que está quase sendo levada pelo rio Mundaú – e olha que estamos longe do aquecimento global – e permitiu que as passagens dos ônibus dos estudantes aumentassem sem relutância alguma. Agora, que assumiu a prefeitura, ordenou a reforma da praça do Alto do Cruzeiro, enquanto os “Terrenos” ainda afunda na lama e nos esgotos.

Porta Nº. 2: um médico renomado que vem construindo sua campanha em cima de quadro verídico do que o secretário de educação não fez e de promessas que soam como falsas até para quem já está acostumado com a mentira. Aliado a ele, na coligação de corruptos e aproveitadores, está uma estrela que um dia teve meu respeito e, subitamente, converteu-se em energia negativa pela pura ânsia da vitória. O partido ainda mostra um hospital “privado” como modelo para o que eles irão fazer com o “lixotal” municipal, esquecendo-se de há uma enorme diferença entre dirigir um lugar cuja metade dos pacientes tem finanças estáveis e que sequer oferece um leito de morte para pacientes que por lá aparecerem.

Porta Nº. 3: Uma funcionária pública de causas empobrecidas que vem tecendo sua campanha com fios de propostas e palavras que soam aparentemente utópicas por remeterem aos velhos discursos socialistas um tanto generalizados e prenderem-se nas teias das teorias – o povo quer ouvir como fazer o que eles já sabem que é preciso fazer. Ao seu lado, um homem que ao ver de outros candidatos não se cansa da derrota e que ao ver do povo é só mais pobre coitado. O único lado negativo que os palmarinos enxergam neles é a ausência de recursos que os possibilitem dar esmolas e subornar os eleitores.

Chegamos, então, ao ponto crucial, o momento em que lhe faço a pergunta mais relevante: Qual das portas você irá abrir? Essa resposta cabe unicamente a VOCÊ, só você pode respondê-la coerentemente. Eu, infelizmente, ignoro os laços afetivos e sigo em direção à porta do voto nulo.


Tarcísio José - Letras - UFAL

Bem que ele disse!

Andei lendo algumas poesias de Gregório de Matos e vi estas duas que ele fez para a cidade da Bahia (Salvador) e percebi o quanto elas se encaixam bem no atual momento político que estamos vivendo.
À cidade da Bahia (eu dedico a União dos Palmares)

A cada canto um grande conselheiro.
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.


Mais uma pra gente vê...

Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste socrócio?... Negócio.
Quem causa tal perdição?... Ambição.
E no meio desta loucura?... Usura.

Notável desventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.

Quais são seus doces objetos?... Pretos.
Tem outros bens mais maciços?... Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos.

Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos.

Quem faz os círios mesquinhos?... Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?... Guardas.
Quem as tem nos aposentos?... Sargentos.

Os círios lá vem aos centos,
E a terra fica esfaimando,
Porque os vão atravessando
Meirinhos, guardas, sargentos.

E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

Que vai pela clerezia?... Simonia.
E pelos membros da Igreja?... Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?... Unha

Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha.

E nos frades há manqueiras?... Freiras.
Em que ocupam os serões?... Sermões.
Não se ocupam em disputas?... Putas.

Com palavras dissolutas
Me concluo na verdade,
Que as lidas todas de um frade
São freiras, sermões e putas.

O açúcar já acabou?... Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?... Subiu.
Logo já convalesceu?... Morreu.

À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece:
Cai na cama, e o mal cresce,
Baixou, subiu, morreu.

A Câmara não acode?... Não pode.
Pois não tem todo o poder?... Não quer.
É que o Governo a convence?... Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

WE ARE THE CHAMPIONS

“We are the champions, my friend
And we keep on fightin’ till the end
We are the champions, we are the champions
No time for losers
‘Cause we are the champions of the world”
We Are The Champions – Queen*


Mais uma medalha de ouro irá tamborilar nas estantes chinesas, e esta não será só mais uma medalha olímpica. Ter sido sede das olimpíadas foi o primeiro passo do Dragão Oriental em sua luta pelo trono de potência mundial. Futuramente a China mostrará sua verdadeira face, e eu lhe garanto: ela não será uma das mais amistosas.

Para um país em que até o acesso a sites de pesquisa é monitorado e onde a própria história da nação não está disponível na Internet, a democracia e a liberdade não são prioridades a serem ostentadas. O gigante vermelho transformou os jogos milenares em uma disputa imperialista voraz contra os Estados Unidos, e esta disputa vai bem mais além das modalidades esportivas, estádios estonteantes e atletas com o peso de país-sede nas costas. Os chineses trataram de aprender Inglês – segundo o governo por pena dos que não sabem falar chinês - , copiar modas e monumentos das Grandes Potências, apenas para quando chegar o momento certo mostrarem o segundo forro do casaco.

Enquanto isso, aqui, na Sala da Justiça, os anti americanistas – alguns dos indivíduos que um dia se disseram nacionalistas – seguem lutando apenas contra o imperialismo estadunidense, esquecendo-se da hierarquia imperialista e não dando conta de que não é a nacionalidade do imperialismo que deve ser combatida, mas a própria essência deste. Os anti-americanistas sabem quem são os dirigentes da China? Sabem como ela tem desenvolvido sua economia? Como irão lutar contra o imperialismo de um país que se esforça amargamente para camuflá-lo? Será que se lembram do massacre da Praça da Paz Celestial? E o Tibet, vai bem? Receio que a resposta para a maioria das perguntas acima seja uma grande NÃO.

Para os que torcem pela China e carregam sua medalha, saibam que quando puserem a medalha sobre o Dragão Oriental ouvirão uma multidão em roupas vermelhas cantando com imponência o refrão da música que iniciou este texto.



*Nós somos os campeões, meus amigos/ E nós continuaremos lutando até o fim/ Nós somos os campeões, nós somos os campeões/ Não temos tempo para perdedores/ Porque nós somos campeões do mundo.



Tarcísio José - UFAL

Cara ou Coroa?

No último dia 11 de agosto fiquei com uma dúvida tremenda, tivemos duas festas para estudantes, em locais diferentes, coordenadas por pessoas diferentes, “apoiadas” por pessoas diferentes, mas a divulgação foi feita pela mesma entidade, UME$. E aí qual a verdadeira? Sabemos que aconteceram duas festas, qual era a real e qual era a fictícia?
O movimento estudantil atende a uma massa com festas, que a meu ver não foram bem freqüentadas, mas não atende as bases, onde está a política estudantil? Qual dos dois lados a defende? Será que é conhecidência o movimento “rachar” às vésperas das eleições? Eu acho que não! Ou é a lei do “Quem dá mais”?.
E as bandas? Todas, sem exceção já nos remetem a nomes de políticos. Gostaria que os estudantes secundaristas pudessem avaliar tudo isso, e não ficar nem com a CARA nem com a COROA desta moeda sem valor que se tornou a UME$. Está nítido que os “líderes” dos dois lados ofertaram as suas cabeças e a dos demais estudantes para aquele candidato que der mai$.
Não se admire se daqui para 05 de outubro quem é CARA virar COROA e quem é COROA virar CARA. O que vale é ficar atendo para que nos próximos 11 de agosto possamos fazer realmente uma festa estudantil verdadeira.
Sérgio Rogério Oliveira da Silva
ACORDA UNIÃO