WE ARE THE CHAMPIONS

“We are the champions, my friend
And we keep on fightin’ till the end
We are the champions, we are the champions
No time for losers
‘Cause we are the champions of the world”
We Are The Champions – Queen*


Mais uma medalha de ouro irá tamborilar nas estantes chinesas, e esta não será só mais uma medalha olímpica. Ter sido sede das olimpíadas foi o primeiro passo do Dragão Oriental em sua luta pelo trono de potência mundial. Futuramente a China mostrará sua verdadeira face, e eu lhe garanto: ela não será uma das mais amistosas.

Para um país em que até o acesso a sites de pesquisa é monitorado e onde a própria história da nação não está disponível na Internet, a democracia e a liberdade não são prioridades a serem ostentadas. O gigante vermelho transformou os jogos milenares em uma disputa imperialista voraz contra os Estados Unidos, e esta disputa vai bem mais além das modalidades esportivas, estádios estonteantes e atletas com o peso de país-sede nas costas. Os chineses trataram de aprender Inglês – segundo o governo por pena dos que não sabem falar chinês - , copiar modas e monumentos das Grandes Potências, apenas para quando chegar o momento certo mostrarem o segundo forro do casaco.

Enquanto isso, aqui, na Sala da Justiça, os anti americanistas – alguns dos indivíduos que um dia se disseram nacionalistas – seguem lutando apenas contra o imperialismo estadunidense, esquecendo-se da hierarquia imperialista e não dando conta de que não é a nacionalidade do imperialismo que deve ser combatida, mas a própria essência deste. Os anti-americanistas sabem quem são os dirigentes da China? Sabem como ela tem desenvolvido sua economia? Como irão lutar contra o imperialismo de um país que se esforça amargamente para camuflá-lo? Será que se lembram do massacre da Praça da Paz Celestial? E o Tibet, vai bem? Receio que a resposta para a maioria das perguntas acima seja uma grande NÃO.

Para os que torcem pela China e carregam sua medalha, saibam que quando puserem a medalha sobre o Dragão Oriental ouvirão uma multidão em roupas vermelhas cantando com imponência o refrão da música que iniciou este texto.



*Nós somos os campeões, meus amigos/ E nós continuaremos lutando até o fim/ Nós somos os campeões, nós somos os campeões/ Não temos tempo para perdedores/ Porque nós somos campeões do mundo.



Tarcísio José - UFAL

4 comentários:

Marcio disse...

Parabéns Tarcísio.

Mais uma vez você nos prestigia com criticidade em um bom texto. Valeu!!!!

Dallas Diego disse...

O americanismo já dominou a maior parte do mundo por tanto tempo, pq nao mudar?
Espero que Obama dê algum jeito no que o Bush fez esse tempo todo.

Abraços!

José disse...

Concordo plenamente com o autor no que deve ser combatido. Agora falarmos em democracia e liberdade no Ocidente é piada, nas próprias palavras de Putin é ser cínico (Afeganistão, Iraque, Panamá e as duas Hiroshima soltas todos os anos na América Latina o que significa?). Não foi a China que tornou os jogos uma disputa político-ideológica, ela vem ocorrendo há décadas (O boicote aos jogos olímpicos de Moscou – 1980 não dizem nada?). A China é mais uma face do Imperialismo e nas próprias palavras do autor do texto não é a China que deve ser combatida e sim a essência do mal que nela estar alojado, assim como também o nacionalismo, uma outra doença que vem se espalhando em nosso século.

andré disse...

esse texto eh bom, mas eu axo que foi incompreendido demais.