Audiência Pública


Nesta última terça-feira, 11, tivemos na sessão da Câmara Municipal de Vereadores uma Audiência Pública sobre o Parque Memorial da serra da Barriga, coordenada pela vereadora Genisete Lucena. Antes dos assuntos pertinentes à audiência tivemos a ordem do dia, vale observar que dos atuais 10 vereadores, dois faltaram, Sebastião de Jesus e Joaquim de Brito (não reeleitos).
Para a mesa da Audiência foram convidados vários representantes: O Professor Zezito Araújo da UFAL, Elis Lopes da Secretaria Estadual da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, Djalma Roseno da AGRUCENUP, Manoel Feliciano - Vereador Eleito e Fabiana Alexandre do SINTEAL. Faltaram e não justificaram a ausência, O Prefeito da Cidade, o representante da Fundação Cultural Palmares e o da Secretaria de Estado da Cultura. O que comprometeu os esclarecimentos acerca dos direcionamentos do Parque.
Na discussão sobre o Parque a vereadora Genisete Lucena lembrou que dia 19 fará um ano que ele foi inaugurado, e até agora nada, algo que pudesse atrair e segurar turistas, “a serra está sendo tratada da mesma forma de quando não tínhamos o parque, e os que têm o poder de resolver faltaram” – disse a vereadora.
O Professor Zezito Araújo colocou que o acesso é fundamental e disse que tem uma emenda do senador Renan Calheiros com mais de 4 milhões de R$ para fazer o acesso à serra “O parque como foi construído não dá resposta aos nossos anseios e a nossa história, queremos ver a nossa história lá dentro daquele espaço” - disse o Professor. Na fala do professor percebi que ele não culpa a Fundação Palmares em nada.
O vereador Edvan Correia criticou a inoperância do município em não credenciar guias, em deixar a casa Maria Mariá e o ponto de informação na entrada da cidade fechados, em não termos um mercado de artesanato etc, tudo isso à espera das verbas federais “tem 9 km daqui para a serra, mas no inverno se torna 90 km. A iniciativa pública não investe em nada só a privada. Não sou vereador de oposição não, mas sou de posição” – disse o vereador.
Elis Lopes questionou sobre o que tem na Lei Orçamentária com relação a questão étnico racial.
Fabiana questionou sobre quem de União faz parte do Comitê Gestor do Parque Temático, e colocou que precisamos pedir apoio aos vereadores e ao prefeito para investir na UNEAL para que possa fazer pesquisa científica aqui em União (lá serra) já que é uma entidade gabaritada.
Djalma colocou que além dele representando a AGRUCENUP, temos no Comitê por União: Albertina representante dos quilombolas e Paulo Sarmento Secretário Municipal de Turismo.
Como encaminhamento da audiência foi proposto a criação de um fórum permanente para ir avaliando e discutindo as questões referentes ao Parque.

A questão do parque é muito séria, ainda hoje não sabemos quem vai cuidar do restaurante, se alguém cuidará ou se ele vai ser só enfeite ou será um restaurante para “ALGUNS” no dia 20 de novembro, “alguns” são aqueles que têm a credencial, coloco o restaurante como exemplo para o texto não ficar extenso, porém, sabemos que não é só o restaurante que está sem direcionamento. Logo logo opinaremos mais a respeito deste tema.

E este Comitê Gestor, qual a função dele? É uma indagação que ainda ficou sem resposta! Quem está adormecido? O comitê, a Fundação ou a População(nós)?.
Acorda União!


Sergio Rogério

1 comentários:

Marcio Ferreira disse...

A questão de lá na Serra é bem mais complexa, pois, falta as políticas para o reconhecimento da população sobre suas raízes culturais, a alto estima sobre sua história não é trabalhada. Como então reconhecer que tudo aquilo construído na Serra nos pertence?